Quarta-feira, Março 22, 2006
Até sempre, cambada

Bom malta, olha o Luís já acabou a tese, (O automóvel: símbolo de afirmação sexual feminino?) e resolvi que merecemos os dois umas férias prolongadas. Assim sendo, arrancamos amanhã pró estrangeiro e só voltamo lá para Maio, Junho. Fiquem então com a Anita a fazer-vos companhia (um vestido preto vai sempre bem, não é?) que a gente volta quando voltar e se voltar. Hasta la vista muchachas y muchachos, foi um prazer, até sempre cambada.
Quarta-feira, Março 15, 2006
Excerto de poesia
"Um caralho papal, Faustina, é este.
Pois diz-me onde melhor se te afigura
- Em cona ou cu, que rara é a ventura.
Na cona te porei, se a elegeste
Mas se no cu o queres, então neste
Há de entrar. Mexe agora com brandura.
Uma bela mulher nunca se apura
Se recebê-lo como o recebeste
Aperta-o, meu bem, faz da seringa
Do meu belo caralho igual poema.
Aperta, coração, de novo aperta.
Uma das mãos põe-me no cu, oferta-
Me tua língua, abraça-me, vai, ginga,
Mexe, meu bem, oh! que doçura extrema!"
Pietro Aretino, (Tradução José Paulo Paes)
Allah Akbar
Pic-nic

Já escolhi a secretária e ainda deu tempo pra ir fazer um pic-nic, que o dia está bonito e gosto imenso de cumer ao ar livre. Ó aqui o pitéu asiático que foi a sobremesa...Para melhor saborearem é só clicar no prato...
Aperitivo...

Ó, hoje não há tempo pra almoçar, tenho que entrevistar as candidatas a secretárias lá pró escritório...Que vos parece a primeira?
Pequeno Almoço...

Hoje resolvi ser generoso. Tá aí o pequeno almoço, cumam só o que quiserem, deixei-vos variedade quanto baste. Se assim o desejarem, também se podem alambazar. Não se esqueçam de dizer qual o prato de que mais gostaram,já que levarei a vossa opinião em linha de conta nas próximas refeições...
Terça-feira, Março 14, 2006
Da sedução dos Anjos
Anjos seduzem-se: nunca ou a matar.
Puxa-o só para dentro de casa e mete-
-Lhe a língua na boca e os dedos sem frete
Por baixo da saia até se molhar
Vira-o contra a parede, ergue-lhe a saia
E fode-o. Se gemer, algo crispado
Segura-o bem, fá-lo vir-se em dobrado
P'ra que do choque no fim te não caia.
Exorta-o a que agite bem o cu
Manda-o tocar-te os guizos atrevido
Diz que ousar na queda lhe é permitido
Desde que entre o céu e a terra flutue –
Mas não o olhes na cara enquanto fodes
E as asas, rapaz, não lhas amarrotes.
Bertolt Brecht (Tradução de Aires Graça)
A mentira...
Novo ganha pão

Ó, os negócios andam a correr-me tão bem, que até deu pra trocar de carro. Que acham do meu novo ganha pão?..
Pequeno Almoço...
Segunda-feira, Março 13, 2006
A coitadita

Mais uma vez a Justiça portuguesa deu provas de uma total insensibilidade. Não só ao condenar Fátima Felgueiras por difamação mas, mais ainda, por querer que a autarca pague uma multa de 12.500 euros. Caramba, então não se vê logo que a Fátinha é pobrezinha e não tem este fortunão assim à mão de semear? Uma senhora que, quando emigré no Brasil, teve que ir viver para a favela de uns parentes, uma senhora que conduziu uma campanha autárquica humilde, onde esteve à vista de todos a falta de meios... Não é justo, coitada da Felgueiras, coitadita.
Do mal o menos, a Fátinha ainda vai sendo uma cota gostosa e bem bada... como a imagem ilustra.
O processo pornográfico
Estas quanto a mim são constações triviais: um grupo de miúdos poderá ter sido enrabado por um grupo de adultos e os miúdos estavam sob a tutela do Estado. Terá sido, não terá? Pouco me importava quando o caso saltou para as primeiras páginas e pouco me importa agora, quando se encontra virtualmente estagnado. Contudo, essa não foi a reacção da grande maioria do nosso povo. O processo Casa Pia despoletou paixões, inflamou argumentos, deitou por terra o nosso edifício judicial e auto-imolou-se numa orgia mediática sem paralelo.
A curiosidade mórbida, pornográfica, alimentada pelos media de forma escandalosa, revela no entanto algo que me parece importante salientar: vivemos numa sociedade que convive muito mal com o sexo. Numa sociedade que se escandaliza, que se horroriza, que se flagela, porque meia dúzia de gajos mais ou menos importantes terá enrabado meia-dúzia de meninos menos importantes. Que o fenómeno da pedofilia nos perturbe, consigo compreender. Que ele suscite um clamor irracional de vozes, manifestações, cartas abertas, declarações, processos de intenções julgamentos na praça pública, isso, já não consigo.
Talvez um exemplo práctico explique melhor o que pretendo dizer: enquanto indivíduo sempre gostei imenso de crianças. Regra geral as crianças são belas e (na sua maioria) ainda não adquiriram aquela patine de cinismo que só a experiência nos proporciona. O que quero dizer é que antes deste episódio pornográfico da Casa Pia, muitas vezes, ao cruzar-me na rua com crianças lhes dirigia algumas palavras, sorrisos e até uns afagos. Depois da Casa Pia deixei de o fazer. Passei a ter medo de o fazer. A polícia moral estava em todo o lado e um passo menos atento podia ser a perdição. (Parece que estou a ver o vizinho do Primeiro esquerdo a trocar com a vizinha do Segundo Direito um olhar cúmplice de confirmação: “O gajo é pedófilo.”)
O processo arrastou-se, e arrasta-se e provavelmente irá ficar em águas de bacalhau. Convém então colocar a pergunta essencial: a quem beneficiou o crime? À Justiça portuguesa? Aos réus? Às “vítimas”? Falso. O processo pornográfico beneficiou à meretriz de serviço TVI e às suas correlegionárias; aos actores porn até então desconhecidos que dão pelo nome de provedora, advogado, e ex-vítimas granjas e namoras; finalmente, o processo beneficiou a quem de direito que, enquanto o povo avidamente sorvia a pornografia, ia fazendo pela sua vidinha. Ou como se diz de há muito: com papas e bolos se engam os tolos. Neste caso com pornografia.
Pequeno Almoço...

Ó quem arranjei pra me passar as camisas a ferro... Maravilha, não é? Agora que já tou todo engomadinho já posso ir ao bules. Ficam com a Angeline e que ela vos passe a todos a ferro...
Domingo, Março 12, 2006
Cartas a um jovem poeta
Judite e Holofernes, Caravaggio, Galleria Nazionale dell'Arte Antica, Roma.Tira-me a luz dos olhos: continuarei a ver-te...
Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te...
E embora sem pés caminharei para ti...
E já sem boca poderei ainda convocar-te.
Arranca-me os braços: continuarei abraçando-te
com o meu coração como com a mão...
Arranca-me o coração: ficará o cérebro,
E se o cérebro me incendiares também por fim,
Hei-de então levar-te no meu sangue.
Rainer Maria Rilke (Via Moreira)
Ideais de plástico
Vénus ao Espelho, Ticiano. Desde meados do século passado e com a ascensão da indústria da moda temos vindo a assistir à glorificação de um ideal de beleza feminino que se pretende universal e se auto-assume como representação máxima da perfeição estética. Esse ideal de beleza, caracterizado por formas esguias e até angulares, informa às mulheres que devem ser elegantes, esbeltas, magras. Por outro lado, a sociedade capitalista em que vivemos promove o ideal com o intuito de lhes vender os mil e um produtos que, supostamente, as transformarão, como num passe de magia, em top-models da noite para o dia; em figuras enigmáticas e esquálidas - magras. De yogurts light até cintas adelgaçantes passando por sessões completas de terapia física em ginásios, vale tudo até se atingir o peso "correcto", na corrida à magreza. Haverá, nos dias que correm, pior insulto que se possa proferir a uma mulher que valorize a sua aparência física do que dizer-lhe: “Estás mais gorda”? Contudo, como todos os conceitos, o conceito de beleza muda no Tempo e no Espaço. Ainda hoje, apesar de globalização, que tende a uniformizar os critérios, o que será belo numa aldeia remota da Nova Guiné não o será em Lisboa e vice-versa. No Tempo, não é necessário recuar muito para se encontrarem exemplos variados de ideais de beleza feminina muito diferentes do contemporâneo. E, talvez, até mais sadios e mais "belos". Pessoalmente, fico-me pelo representado acima.
Sexta-feira, Março 10, 2006
Vai uma guitarrada?
A musa doente
O que tens, pobre musa minha, esta manhã?
Povoam os teus olhos as visões noturnas
E vejo refletidas na pele malsã
A loucura e a dor, sombrias e soturnas.
O súcubo verdoso e o róseo satã
Melaram-te no cio que vertem das urnas?
O pesadelo, mão despótica e pagã,
Afogou-te no fundo de um falso Minturnas?
Quisera que banhada numa aura sã
Tivesses sempre a mente robusta e louçã
E teu sangue cristão fluísse sem fadigas
Na cadência do som das sílabas antigas,
Domínio do poeta pai do nosso clã,
Febo, e do senhor da messe, grande Pã.
Charles de Baudelaire (Tradução de Pontual)
X ray porn...
Princípio ecológico
Quinta-feira, Março 09, 2006
O pudor
Amor. Gustav KlimtA teus dotes qual mais encantador
Tu ajuntas, amável criatura,
Um para mim de todos o maior,
E que até embeleza a formosura:
O pudor!
Safo
(Tradução de João de Deus)
O marido complacente

"Toda a França sabia que o príncipe de Bauffremont tinha, pouco mais ou menos, os mesmos gostos do cardeal do qual acabamos de falar. Tomou em casamento uma donzela totalmente inexperiente a qual, segundo o costume, haviam instruído somente na véspera.
- Sem maiores explicações - sua mãe lhe disse - como a decência me impede de entrar em certos detalhes, só tenho uma coisa a recomendar, filha minha: desconfiar das primeiras proposições que faça vosso marido e constestar com firmeza: "Não senhor, não é por aí que se toma uma mulher decente, por qualquer outro caminho, mas por aí de forma alguma...".
O príncipe, querendo fazer as coisas como Deus manda pelo menos uma vez, não propõe a sua mulher mais nada além dos castos prazeres do himeneu; porém a jovem, bem educada, lembra-se da lição:
-Por quem me toma, senhor? - diz ela- Acreditou que eu consentiria em algo de semelhante? Por qualquer lugar que gostes, porém por aí de jeito nenhum.
- Mas senhora...
- Nao, senhor, por mais que insistas, nunca permitirei isso.
Bom, senhora, serei complacente -contesta o príncipe, apoderando-se de seu altar predilecto-. Muito me desgostaria que dissesses que te contrariei alguma vez....
E venham agora dizer-nos que não vale a pena ensinar às filhas o que têm que fazer com seus maridos."
Marquês de Sade
O prémio

No posta abaixo questionámos os leitores sobre a verdadeira identidade e utilidade da personagem na fotografia. Agora, divulgamos o vencedor e aqui está o prémio...Por ter dito que homem na foto anterior "é um coiso e serve para nos coiso", a Pilinha de Ouro vai para... Robina do Bosque!
PS-Claro está que a Manada do Zézé não se revê nessa descrição. Na nossa interpretação o que está abaixo é tão somente uma excelente fotografia de um homem intelegentérrimo, divertidíssimo, tolerante e que serve para nos fazer rir... Afinal, o primeiro princípio da comicidade é a capacidade que temos (ou não) de nos rirmos de nós próprios...
Adivinha...
Quarta-feira, Março 08, 2006
Olhó passarinho...
Chama-se a isto psicologia de bolso, ou melhor, de mama. Nem pró retrato o mecito descolou os olhos da fruta. Elas sabem mesmo como utilizar os seus atributos. Duma maneira ou de outra, dão-nos sempre a volta. Um grande bem haja a todas as mulheres!..O teste...
Adivinha...
Com Amor...Da Manada

Celebra-se hoje o Dia Internacional da Mulher. Como não poderia deixar de ser A Manada do Zézé assinala esta data com um carinho muito particular. Em simultâneo, recomendamos à nossa clientela masculina que não se esqueça de ser atenciosa para com as mulheres, pelo menos hoje. Porque a Mulher é verde, porque a Mulher é árvore.
Terça-feira, Março 07, 2006
Até amanhã

O dia começou com carros é apenas justo que acabe com um avião. Até amanhã e deixo a Elise a fazer-vos companhia.
Petisco da tarde...
Choque tecnológico
Se há algo que destingue o Homem Português de todos os outros, esse algo é que quando um mija, mijam logo dois ou três. Só nunca pensei que o mesmo se aplicasse às mulheres... Digam lá... Esta foto é propaganda?Nevou no Bosque...

Ó como elas se divertem a fazer bonecos de neve...Ó como elas gostam de moldar na neve as suas mais profundas angústias... Nomeadamente ela...
Moda Muçulmana
É com imenso prazer que o estilista Zézé Tenente vos apresenta, desde Paris, a nova colecção da Primavera...Apreciem...Ah...as crianças
Depois do almoço...
Ó, ajudem a menina a lavar a loiça! Quanto mais depressa acabarem mais depressa podem passar à sobremesa...O carro do amor...

Num pecebo nada de psiquiatria, só sei que muito gostam elas de cuidar do meu carro... Ó pó jeitinho, a meiguice cum que elas mo... esfregam...
Psiquiatria rolante

Ensina a Psiquiatria que muitos homens vêem o seu veículo como sendo mais do que um mero meio de transporte, obtendo o automóvel características físicas; funcionando como uma extensão anatómica: o célebre factor pénis. Tal é particularmente verdadeiro para homens na casa dos quarenta, bem sucedidos profissionalmente, com uma necessidade de afirmação sexual que já não pode passar pelos seus atributos físicos, pois estes estão em declínio. Nessa fase, que o meu padrinho coinou com a generosa expressão "menopausa masculina", todo o homem deseja um Ferrari, um Porsche, ou um sucedâneo mais ou menos adequado, em função da capacidade financeira e do prolongamento necessário. Tudo isto foi estudado e bem documentado.
No entanto, a Psiquiatria nunca tinha avançado qualquer teoria relacionando líbido, anotomia, crise da meia idade mulheres e automóveis... A imagem prova então, claramente, que também a mulher vê o automóvel não só como meio de transporte mas como forma de afirmação sexual...Ou estarei errado?
Segunda-feira, Março 06, 2006
Vai um cigarrinho?
Almoço seguro
A Manada do Zézé é um espaço inteiramente devotado ao Gado e às mil e uma maneiras de com elas interagir... Mas a Manada é também um espaço de sabedoria e responsabilidade. Por isso, não se esqueçam: sempre que resolverem ir almoçar fora de casa... Cuidem-se.Só para as fãs...
Milkshake...
Pequeno (grande) almoço
Domingo, Março 05, 2006
Amar dentro do peito...

Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:
Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:
Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Sábado, Março 04, 2006
Até segunda
Sexta-feira, Março 03, 2006
Petisco da tarde...

Haverá melhor petisco que uma orelhinha de porco? Para acompanhar sugiro o seguinte. É certo que não dá para comer na cama...Mas conforta o estômago e o vinho liberta o espírito...
Urinol do amor...

Este urinol foi desenhado por uma holandesa, para ser instalado no aeroporto JFK de Nova York. Contudo, assim não sucedeu. Ofensivo demais, diziam. O que acham?
Almoço frugal...
Gostam de comida picante?
À rasquinha...

Percebo que ela estivesse mesmo à rasquinha... O telemóvel é que já não consigo compreender.... Ajudem-me!
Do not disturb

Tenho muito, muito, muito... que trabalhar. E, como sabem, ou se o não sabem ficam a sabê-lo, o meu horário de trabalho é o oposto do vosso... Dito isso, ao revoire, goodie day y hasta segunda-fêra.
Acreditam?
Certos homens...
Quinta-feira, Março 02, 2006
Toucinho do céu...


Já se comia uma fatia com um copinho de vinho do Porto a acompanhar, não acham? Mesmo tendo sido cozinhado por este melro...
Cervejinha da tarde...
A coincidência...
Almoço tardio
Para aperitivo...
Robina do Bosque...
Será possível?
...Que um mecito aparentemente tão magrito e pequenito venha dotado com uma ferramenta destas?.. E porque estará ele com um ar tão preocupado?
































