Sexta-feira, Março 10, 2006
A musa doente
O que tens, pobre musa minha, esta manhã?
Povoam os teus olhos as visões noturnas
E vejo refletidas na pele malsã
A loucura e a dor, sombrias e soturnas.
O súcubo verdoso e o róseo satã
Melaram-te no cio que vertem das urnas?
O pesadelo, mão despótica e pagã,
Afogou-te no fundo de um falso Minturnas?
Quisera que banhada numa aura sã
Tivesses sempre a mente robusta e louçã
E teu sangue cristão fluísse sem fadigas
Na cadência do som das sílabas antigas,
Domínio do poeta pai do nosso clã,
Febo, e do senhor da messe, grande Pã.
Charles de Baudelaire (Tradução de Pontual)
Comments:
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Sr. Luis Namora, o senhor é um homem de muito bom gosto. Sim senhor, gosto disso.
Já o mesmo não se pode dizer do seu...bem...fico por aqui.
Já o mesmo não se pode dizer do seu...bem...fico por aqui.
..........sem saber como cheguei aqui ou então foi pelo felino que vi algures....e gostei. especialmente da opção pintura/texto.....
o bom gosto rareia....e quando tropeçamos nele deve-se saudar...
por isso saúdo-O.
bjo.
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o bom gosto rareia....e quando tropeçamos nele deve-se saudar...
por isso saúdo-O.
bjo.
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